quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Batalha Épica

   Eu não consigo descrever a dor que sinto cada vez que penso nisso. Não consigo descrever todo o sentimento que está envolvido. Não consigo descrever o quão difícil é a minha situação.
   Só eu sei como me sinto, como doem os frios na barriga, como é difícil essa anciendade de algo que eu nunca sei o que é, de algo que talvez não chegue, mas que eu continuo buscando. Só eu sei como é sonhar todo dia, pensar toda hora, todo minuto, todo segundo.
   Nunca senti nada assim, nunca me arrependi tanto, nunca estive tão decidido.

   Eu vou continuar lutando, até o fim!!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Desejo

   Estava eu em São Paulo, este fim de semana, na casa das minhas queridas e amadas primas quando, depois de um incrível fim-de-semana de comida japonesa com a Carol, barzinho com a Mônica e pastel com as duas, eu me pego revendo os acontecimentos.
   Quando reparo que vi muitas garotas lindas, gostosas e tudo o mais, e sempre vem aquela coisa de homem: "Nossa! Essa eu casava!", "Essa eu pegava!", mas logo eu já me freava e já vinha na cabeça: "O que adianta 'pegar', 'casar', 'beijar', etc, com todas essas garotas, se eu sei que nunca vou conseguir sentir nada por elas além de desejo? Se sei que esse desejo passa em alguns segundos? Se sempre que pensar em casar, beijar, namorar, viver ao lado, eu vou pensar na única pessoa que teve... que tem... que sempre vai ter meu coração?
   É inevitável o desejo carnal, mas é momentâneo, mas o desejo de passar o resto da vida, de viver e morrer ao lado, de fazer a diferênça, de ser indispensável na vida da pessoa que você AMA, é para sempre! PARA TODO O SEMPRE!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Sábias palavras de um ignorante

   Sabe quando você fica se perguntando "o que você daria para voltar no tempo e fazer, ou deixar de fazer, algo no passado?", então, é a perguntar que não quer calar em minha mente. Eu fico pensando e não há nada que eu não daria para mudar uma coisa no passado.
   Quando a gente não sabe mais o que fazer, fica se perguntando se já não é a hora de parar, mas eu acho que não. Você não pode parar nunca, pois se parar, não atinge o seu objetivo, sua meta, sua felicidade... Mesmo sem saber o que fazer, a gente precisa continuar, mesmo sem saber pra onde ir, precisamos nos levantar e seguir por um lado, se não, nunca chegaremos a lugar nenhum.
   Nunca desista! Nunca pare de lutar! Nunca se entregue! Seja forte e, se está destinado a você, ninguém há de roubar. Por mais que pareça impossível agora, o futuro a Deus pertence, e Ele sabe o que faz. Ele sempre sabe!
   E com estas sábias palavras de alguém que nunca às colocou em prática, me despeço por hora. Sabendo que, cedo ou tarde, tudo da certo no final. Se não deu, é porque ainda não chegou ao final.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Linhas Esquecidas

   A inspiração de escrever vem da tristeza. Na verdade, não diria inspiração, diria necessidade. Nunca escrevo feliz. Por isso posso passar a impressão de ser uma pessoa triste e, no momento, realmente sou. Posso também passar a impressão de que gosto de expor minha tristeza, mas não é bem assim. Posso contar nos dedos quem visita e realmente lê estas linhas. Não gosto da exposição, mas se não escrever, uma bomba dentro de mim pode explodir e destruir o que restou.
   Não gosto de comparar o que escrevo com o que estou sentindo, pois o que escrevo apenas me vem na cabeça e eu coloco pra fora. Nem sempre o que escrevo é o que sinto realmente, apenas escrevo. Se sinto tristeza, escrevo algo triste, não quer dizer que é exatamente o que estou sentindo, mas sim, que estou triste.
   Às vezes escrevo coisas que gostaria de dizer a mim mesmo, outras vezes alguma experiência ruim que tento compartilhar para que ninguém a repita e, outras vezes apenas escrevo, pensamentos perdidos que se encontram nestas linhas esquecidas.

Tristeza

   Ele sente falta da chama que antes consumia seu corpo e alma. Sente falta das noites de sono perdidas. Sente falta das 4h30min que perdia na estrada. Sente falta da correria da chegada e do choro da despedida. Sente falta das conversas. Sente falta das piadas. Sente falta até daquela coisa que ele achava chata. Sente falta do sonho que vivera e dos pesadelos das brigas. Sente falta do calor do seu corpo. Sente falta do seu cheiro no travesseiro. Sente falta de tud o que sentira, e que sabe que não viverá com mais ninguém. Sente falta do carinho, não só do que recebia, mas do que um dia fora capaz de dar. Sente falta da pessoa que era. Sente falta...
   A única coisa de que não sente falta é... hmm... nada. Não há nada de que não sinta falta. Ele sente falta de tudo! Das menores às maiores coisas. Das mais importantes às mais insignificantes. E pra sempre vai sentir falta, até que a tenha novamente.
   Não consegue mais dormir, não consegue mais comer, não consegue mais viver...
   Ele nunca mais foi o mesmo, não porque não quis, mas porque não conseguia, apenas ela conseguiu ver por de trás da parede de pedra que agora ele não consegue derrubar. Talvez um dia ele aprenda que é inevtável lutar contra o que sente e que nunca mais sentirá isso por ninguém. Talvez um dia ela também aprenda isso mas, por hora, seguem separados caminhos paralelos que levam ao mesmo lugar.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O Lado Negro

   Todos temos um lado bom, e um lado ruim. O lado ruim eu gosto de chamar de "lado negro" homenageando Guerra nas Estrelas. As atitudes dos outros em relação a nós sempre alimenta um desses lados; as atitudes boas, carinhosas, gentis, etc, alimentam nosso lado bom. Já as atitudes egoístas, de descaso, de estupidez, de indiferença, grosseiras, etc, alimentam nosso lado negro. Cada um dos lados reflete as atitudes que são tomadas para conosco. Dependendo da quantidade de coisas boas e ruins que nos acontece, os lados oscilam e se sobressaem.
   O problema é que, ao acontecerem mais coisas ruins do que boas, nós nos tornamos pessoas frias, indiferentes. Brigas, discuções, desentendimentos frequentes nos fazem perder o encanto, o brilho, a magia. Ao nos preocuparmos com coisas insignificantes, com coisas num futuro não tão próximo ou muito distante, acabamos criando desavenças que vão desgastando nosso lado bom, que tenta manter o equilíbrio e tenta se sobressair, apesar de todas as coisas runis acontecendo e, uma hora, ele cede e não consegue mais suportar o equilíbrio sozinho.
   Todos os sentimentos são abalados pela origem da atitude, assim como um sentimento ruim cresce com atitudes ruins e diminuem os sentimentos bons, o mesmo acontece com os sentimentos bons que são alimentados pelas atitudes boas e diminuem os sentimentos ruins.
   E a lição de hoje, como já devem ter percebido, é: Nunca alimente os sentimentos ruins de alguém pois esses sentimentos pode ganhar muita força, muito rápido e acabar destruindo os sentimetos bons dentro desta pessoa e acabar com amizades e relacionamentos.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Tempo...

   Como diria Einstein: "O tempo é relativo". Realmente, o tempo é relativo, mas não vim aqui para falar sobre física, vim aqui para falar do ser humano, afinal, cada um é único. Não amadurecemos todos ao mesmo tempo, os acontecimentos, as situações, as necessidades nos fazem amadurecer em tempos diferentes, uns mais rápido, outros mais devagar e, é sobre isso que eu quero falar específica mente: a percepção e a definição do tempo para nós.
   Nós sabemos quantas horas faltam para sairmos do trabalho, sabemos quantas horas tem nosso fim-de-semana, sabemos quantas horas tem um dia. Mas o que quero dizer, é que sabemos que um dia tem 24 horas, uma hora tem 60 minutos, um minuto tem 60 segundos, e assim por diante, mas a percepção do tempo é diferente pra cada um. Duas pessoas passando a mesma uma hora podem achar que essa hora passou mais rápido ou mais devagar, depende do que estejam fazendo, se estão gostando, ou não, se estão concentrados, ou não, se estão ocupados ou ociosos, etc. Geralmente, a segunda opção de cada um dos pontos que citei, fazem o tempo quase parar, se arrastar a ponto de pensarmos já se passaram 3 horas, sendo que se passaram apenas 10 minutos. Já a primeira opção faz o contrário, faz 3 horas passarem como se fossem 10 minutos.
   Mesmo tudo isso acima sendo verdade, ainda não é sobre isso que vim deixar perdido nestas linhas para os poucos que lêem, o que vim dizer é em relação ao nosso íntimo. Sobre o que nos motiva a fazermos escolhas. O que nos da a certeza de estar fazendo a coisa certa, ou errada. Sobre o tempo mais relativo de todos, aquele tempo que nos faz pensar se ainda é cedo ou tarde para alguma decisão. Cada pessoa sabe, ou pelo menos tem um vaga idéia se está fazendo as coisas no tempo certo, se não "é cedo ou tarde demais, pra dizer adeus, pra dizer jamais". caham! Desculpem pelo momento Titãs. Voltando... Nunca deixe uma visão atrasada te impedir de alcançar a felicidade. Nenhum conceito vale a sua felicidade. Pensem nisso.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

2ª Crônica Solitária

   Não sabia mais o que fazer. Não sabia mais como agir. Quando gostava ele era inteiro, 100%! Se dedicava, se entregava, fazia o possível e o impossível, e era esse o problema... Ele se dedicava tanto, que esperava dedicação também mas, nunca se dedicavam como ele. Isso sempre causou sofrimento, sempre causou brigas, sempre causou separações, mas hoje, hoje ele decidiu entender. Decidiu que não vai mais exigir algo que talvez não possar lhe ser dado. Decidiu aceitar. Não é só porque ele não acha que, o que ela faz, não é o suficiente, que ela não está dando o máximo de si.
   Errar é humano mas, persistir no erro, é burrice, e ele já foi burro demais. Já está na hora de aprender com seus erros e parar de achar que todas devem ser como ele. Duras serão as batalhas para corrigir seus defeitos mas, no final, ele espera vencer a guerra e se tornar uma pessoa melhor a cada dia.
   Nunca se deve exigir nada de ninguém, isso é muito artificial, a pessoa deve fazer porque quer, porque teve vontade, porque sentiu necessidade, não porque alguém exigiu. Não faça nada que possa se arrepender. Quando amar, ame por inteiro e aceite que você pode ser mais, ou menos. Aceite que nem todos demonstram os sentimentos do mesmo jeito. Dê o seu máximo sempre. Nunca seja menos do que pode ser por birras ou provocações.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

1ª Crônica Solitária

   Ele conhecera o amor uma vez, lutou contra os guerreiros mais poderosos, passou pelos terrenos mais escarpados, derrotou dragões muito antigos, tudo por esse amor mas, não foi valorizado o suficiente e foi perdendo esse sentimento que um dia fora tão lindo. Tornou-se "A Rocha", como passou a ser chamado por todas que tentavam se aproximar. Achou que nunca mais seria capaz de sentir tamanho sentimento e, como a magia mais antiga, como se lhe enfeitiçasse, aquela mulher lhe encheu de vida novamente.
   Não conseguia se conter diante de tanta beleza, não conseguia frear seus sentimentos, não conseguia mais ser "A Rocha" que outrora tomava seu ser. A magia do sentimento havia tirado seu coração daquela prisão rochosa e, com isso, libertou a pessoa que ele realmente é.
  Mas nem todos estão preparados para ver quem realmente somos e, infelizmente, ela não é uma delas. Ao se abrir, ao falar sempre tudo aquilo que lhe ocorre, por alguns momentos, como uma Nínfa, ela mostrava seu lado escuro e o magoava de algum jeito. A dor era sempre insuportável mas ele jurou não deixar que ela escapasse pois, todos temos um lado negro e ele sempre aparece mais cedo ou mais tarde. Ninguém é 100% bom, ou 100% mau. Seu amor não seria abalado por coisas insignificantes como essas. Por hora, não...
   Ele apenas tira uma lição de cada acontecimento para ajudá-lo a se moldar e evitar que o SEU lado negro, não desperte, não quebre o feitiço lançado sobre si pois, o resultado poderia ser catastrófico. A lição que ele tirou? Nunca diga TUDO o que pensa. Filtre e diga apenas o que tiver relevância.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O ataque!

    Ao sairmos da tavenar peguei Khron, Radsh pegou seu cavalo Cronk e fomos caminhando em direção aos enormes portões da cidade, de repente, começamos a ouvir uma trombeta de alerta. A cidade começou a se alvorossar e os portões enormes começaram a se fechar.

 - Ah não! - disse Radsh.
 - O que foi? - perguntei.
 - Eles estão atacando a cidade!
 - Eles?
 - Sim, os trolls!
 - Trolls?
 - Sim! Eles atacam a cidade, pelo menos, uma vez por semana! Como somos a cidade mais próxima, e por essa região não haver uma fonte de alimento mais abundante, eles tentam nos invadir para se fartarem. Rápido! Precisamos ajudar a proteger a cidade!
 - Certo, vamos amarrar os cavalos e procurar uma maneira de ajudar.

    Amarramos os cavalos no poste mais próximo e fomos em busca do capitão da guarda da cidade. Ele estava em cima da muralha dando ordens aos soldados e gritando para todos irem para suas casas até que o ataque fosse detido. Subimos até onde ele estava para oferecer nossa ajuda.

 - Capitão... Sou Radsh e este é Arkos! Viemos oferecer ajuda para defender a cidade.
 - Toda ajuda é bem-vinda! Precisamos de tantos soldados quanto pudermos para defender a cidade! Peguem arco-e-flecha e fiquem a postos na beira da muralha com os outros arqueiros! Vamos dar uma "esquentada" nessa briga!
 - Sim senhor! - dissemos juntos.

    Pegamos nossos arcos e fomos para a beira da muralha. Eu nunca havia visto um troll pessoalmente, apenas em livros e ouvindo histórias horripilantes sobre eles. Os trolls são grandes bestas bípedes e têm quase o dobro do tamanho de um ser humano, mas são muito magros. Os braços e as pernas são longos e desajeitados. As pernas terminam em pés grandes, com três dedos, e os braços em mãos monstruosas e garras afiadas. Seu couro é emborrachado e seu cabelo é grosso, desgrenhado e parece se contorcer com vida própria. Eles são monstros carnívoros e horrendos, não conhecem o medo e atacam quando estão famintos. Possuem um enorme apetite e devoram tudo, desde lagartas até ursos e humanóides.

Imagem retirada do Livro dos Monstros 3,5 de D&D

    A muralha parece muito mais alta vista da beirada. Nos posicionamos e aguardando as ordens. Atrás de todos, haviam várias tochas e flechas com tecido e palhas embebidas em óleo.
    Haviam cerca de quatro a cinco trolls. Eles não andam em bandos muito grandes, já que quase não há comida suficiente para uns poucos na mesma região. Eles se aproximavam correndo, como se quisessem derrubar a muralha com os ombros.


 - ATENÇÃO!
 - ARQUEIROS! - todos pegamos as flechas e as acendemos.
 - FOGO!!!

    E uma chuva de flechas flamejantes cobriram o céu em direção às criaturas.

 - ARQUEIROS!
 - FOGO!!!

    Os troll devem estar realmente famintos, pois nem mesmo com fogo, seu ponto fraco, eles recuam. Seus corpos se incendiavam como se fosse inflamável. Uns rolavam no chão, outros corriam mais ainda em direção aos portões e à muralha.

 - REFORÇAR O PORTÃO! - gritou o capitão.

    Os soldados que estavam nos portões colocaram estacas com enormes troncos que eram elevadas com corda e polias e apoiadas em buracos no chão ancorando o portão como uma extensão da muralha. O som das batidas no portão era ensurdecedor.

 - JOGUEM O PICHE!

    Comportas em cima dos portões se abriram e piche fervendo foi jogado sobre os trolls que tentavam derrubá-lo. Eles saíram grunhindo e gritando, fumaça e bolhas saindo de suas peles.

 - ARQUEIROS!
 - FOGO!!!

    Desta vez, as flechas incendiaram completamente o corpo dos trolls com pixe, e eles saíram correndo, como raios, para dentro da floresta. Com isso, os outros, que também ardiam em chamas e não conseguiam nem arranhar a muralha, os seguiram. A cidade estava segura novamente.
    As trombetas soaram novamente, mas agora como um sinal de que o ataque havia cessado.

 - Obrigado pela ajuda! - nos disse o capitão - Esses trolls não desistem nunca! Tentamos aliviar um pouco a situação soltando os animais velhos e doentes, mas não temos mais animais nessas condições e os ataques estão ficando mais frequentes. Como é muito difícil matar essas criaturas, não arriscamos uma investida para não sofremos baixas e a cidade desprotegida.
 - Não foi nada capitão. Ficamos felizes em ter podido ajudar.
 - Aqui, peguem isto como gratidão pela ajuda. - o capitão pega uma bolsa com um punhado de moedas de ouro e nos entrega.
 - Muito obrigado, senhor.
 - Vocês mereceram, não há muitos na cidade que queiram se arriscar defendendo a própria casa.

    Pegamos o dinheiro e voltamos para pegar os cavalos e, finalmente, sair da cidade. Próxima parada: Rodrus, nossa última parada antes de um longo e gelado caminho pelas montanhas.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Uma companhia inesperada

    Kadath é uma cidade muito grande mas, nem de longe uma das maiores do continente. Kadath está mais para um vilarejo comparada à grandes cidades como Talanor ou Celeni mas, o importante, é que terei comida boa e uma cama macia para passar a noite.
    A cidade é cercada por muros que, de longe, não parecem grande coisa mas, ao se aproximar, até as grandes criaturas parecem diminutas. Não tenho problemas para entrar na cidade, os muros não são para proteger a cidade das raças civilizadas como humanos, élfos, anões, halflings, gnomos, ahh! E meio-orcs. Apesar de sua aparência e inteligência serem um pouco prejudicadas, eles são mais civilizados que seus parentes orc e menos que os humanos, mesmo assim ainda é possível se socializar com eles. Apenas evite comentários sobre sua aparência, inteligência e, principalmente, NUNCA DIGA QUE ELE NÃO AGUENTA! Qualquer taverneiro odiaria ter coisas quebradas como cadeiras e mesas em sua taverna.
    Vou em busca de uma estalagem para passar a noite, apesar do tamanho da cidade, ela possui poucas estalagens. Ninguém gosta de passar muito tempo por aqui, a não ser os próprios moradores.
    Depois de procurar por um tempo, encontro uma estalagem chamada Passo de Sete Léguas. Nome estranho para uma estalagem, mas pelo menos tenho um lugar para dormir. Amarro Khron em um dos postes do lado de fora, deixo minhas coisas no quarto, tranco a porta e vou para uma taverna beber alguma coisa.
    Cavalo de Guerra... Não é um mau nome para uma taverna. Há muita bagunça aqui, alguns bardos cantando canções de guerras e vitórias, alguns meio-orcs disputando queda-de-braço. Vou para o balcão, já que as mesas estão lotadas:

 - O que vai querer forasteiro?
 - Cerveja.
 - Aqui está. E não arrume confusão.

    O taverneiro era um centauro enorme. Não é a toa o nome e o espaço atrás do balcão!
    Enquanto bebo minha cerveja, outro humano senta na cadeira ao meu lado, pede uma cerveja e puxa uma conversa comigo:

 - Olá amigo, cerveja da boa, não é?!
 - Com certeza!
 - Qual seu nome?
 - Arkos. E o seu?
 - Radsh. Sou daqui da cidade mesmo e você, de onde vem?
 - Sou de Tida, fica ao sul. É um pequeno vilarejo.


    Ficamos alí um tempo conversando sobre a vida, aventuras, minha passada rápida pela cidade, minha busca solitária... Passado-se algumas horas, me despedi de Radsh, paguei as cervejas que tomei e fui para a estalagem ter, em fim, uma boa noite de sono.
     Ao acordar de manhã, passei na estalagem para comer um belo faisão e poder seguir viagem de barriga cheia. Logo que me sentei, Radsh entra e vem se sentar comigo.Enquanto comemos, ele me pergunta:

 - Estaria interessado em um companheiro de viajem? - Quase engasguei.
 - Um companheiro?
 - Sim! Sempre vivi nesta cidade e o mais longe que fui foi para Élix. Gostaria de conhecer outros lugares, outros continentes, outros mundos...
 - Ow ow ow ow! Vai com calma amigo! Eu disse que não tenho rumo certo e minha viagem pode acabar na próxima cidade.
 - Não tem importância. Viajar sozinho é um tédio e em dois tudo fica mais fácil!
 - Está certo. Pode vir comigo. Será muito bom ter com quem conversar e dividir as tarefas.

    Assim que terminamos de comer, juntamos nossas coisas e seguimos viagem para Rodrus, o último vilarejo antes do monte Miaquia. Para atravessá-lo são cinco dias a pé. Será muito bom ter companhia.