segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Chegada em Kadath

Após algumas horas de viagem, lembrei dos peixes que pesquei e resolvi parar para assá-los antes que estragassem. Ainda é dia e, por isso, não preciso de um abrigo, mesmo porque Kadath está a meio dia de viagem e devo chegar lá ao anoitecer. Amarrei Kron uma árvore e fui recolher um pouco de galhos secos e folhas secas para servirem de mexa para a fogueira.

Estou me sentindo sozinho... Não tenho com quem conversar... A vida como viajante é muito solitária... Lamentações a parte, preciso chegar a Kadath o quanto antes, não quero passar mais uma noite na floresta. Comi os peixes, que estavam muito bons, joguei areia na fogueira e parti para meu destino.

Depois de cerca de quatro horas de viagem, finalmente posso ver Kadath. A cidade é imensa e muito movimentada. Vou para uma estalagem, ter uma bela noite de sono numa cama confortável e comida boa e quente que, nestas noites frias caem muito bem.

quinta-feira, 4 de março de 2010

A Encarnação da Beleza!

Após levantar acampamento, procurei me afastar bem rápido do local para não ser rastreado pelos ogros. Devido ao terreno irregular, não era possível ir muito rápido, uma torção, uma fratura poderia matar a mim ou a Kron. Estas colinas são perigosas. Muitos monstros perigosos e agressivos habitam estas florestas.

Chegando ao alto de mais uma colina, pude ver a cidade ao longe, num vale, a apenas mais um dia daqui. Mais perto, vejo um reflexo brilhante, entre as árvores, logo a baixo, vindo do vale. Meu cantil está ficando vazio então, vai ser bom uma lagoa, para encher o cantil e relaxar um pouco nas águas calmas.

De cima da colina, a lagoa parecia inacessível. Terreno escarpado, a lagoa fica à beira de uma encosta íngreme com pedras afiadas e pontiagudas. Todas essas dificuldades desanimariam qualquer viajante mas, eu estou sem água e, acima de tudo, preciso lavar meus ferimentos da batalha e relaxar por algum tempo.

Fiquei um tempo parado olhando e estudando o melhor jeito de chegar até lá. É desanimador ver a dificuldade de encontrar um jeito "seguro" de descer até a lagoa. Kron não poderia ir até a lagoa por motivos óbvios, não sei se valeria a pena ir até lá só para pegar um pouco de água sendo que a próxima cidade está a apenas um dia de distância, mas quanto mais eu pensava no risco de ir até a lagoa, mais eu queria chegar lá.

Resolvi que a melhor forma era subir a encosta. Desci com Kron até o pé da colina, o deixei amarrado numa árvore e comecei a procurar por falhas na parede de pedra por onde eu poderia subir. Encontrei uma falha que ia até o topo e comecei a escalar.

Foi uma subida difícil e me machuquei um pouco até conseguir chegar à lagoa mas valeu todo o esforço. O lugar é deslumbrante! A água da lagoa é cristalina, dava para ver os peixes nadando. Fiquei tão hipnotizado com toda a harmonia daquele lugar que, por um instante, me esqueci do porque estava lá.

Fui até a margem e peguei um pouco de água, lavei as feridas e bebi um pouco. Aproveitei para me refrescar nas águas límpidas.

Após me refrescar, ao sair da lagoa, tive uma leve impressão de estar sendo observado novamente. Vesti-me, peguei meu arco longo e fui pescar alguns peixes para comer, já que ainda não tinha me alimentado. Amarrei um pequeno cordão atrás da flexa e comecei a lança-las no lago. Peguei dois peixes, embrulhei-os numa folha grande e deixei perto de minhas coisas.

Procurei ao redor da lagoa por uma planta tipicamente aquática que é um ótimo remédio. Por sorte, está lagoa está cheia delas. Peguei um pouco, colequei na boca para triturar bem e coloquei nas feridas para evitar infecções.

Começo a me sentir incomodado, como se alguém estivesse me observando. Eu me virei e, fiquei paralizado. Aquilo era... Magnífico!

No meio da lagoa uma figura feminina. A beleza desta criatura supera as palavras: ela é cativante e perigosa devido às emoções que inspira. Seus cabelos são longos e acobrados, sua pele é perfeita, seus olhos são grandes e suas orelhas são longas e pontudas.


Imagem retirada do Livro dos Monstros 3,5 de D&D



Eu não conseguia me mexer, estava hipnotizado pela beleza daquela criatura. Então, ela se aproximou da margem e disse:

- O que faz em minha lagoa, viajante?

A voz dela era doce e aveludada. Parecia que eu iria perder a consiência a qualquer momento.

- Estava apenas procurando... água... e... comida... - disse com dificuldade - e remédio... para minhas feridas...

Então ela saiu do lago envolta no que parecia um tecido fino e praticamente transparente.

- Já conseguiu o que precisava? - ela perguntou docemente - Então siga sua viagem e não diga sobre nosso encontro à ninguém.

Ela deu um beijo em minha testa e voltou à lagoa e desapareceu submergindo nas águas calmas.

Eu fiquei alí, parado, por algum tempo antes de perceber o que tinha acontecido. Assim que voltei a realidade, peguei minhas coisas e saí de lá o mais rápido possível. Aquela belíssima criatura era uma Ninfa.

As ninfas são a personificação natural da beleza física e as guardiãs dos locais selvagens e sagrados. Elas são tão insuportavelmente encantadoras que mesmo um vislumbre poder matar as pessoas mais fracas. As ninfas odeiam o mal e aqueles que maltratam a natureza por qualquer razão.

Como a própria natureza, ela personifica uma enorme beleza e um perigo imenso. Ela pode ser gentil e graciosa com os mortais que reverenciam os locais selvagens do mundo, mas pode ser implacável com os extratores que retiram mais do que precisam ou tratam a natureza de forma rude. Tive muita sorte de minha jornada não ter acabado hoje.

Assim que consegui descer a encosta, peguei as rédias e continuei meu rumo até a cidade de Kadath.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Finalmente ação!

"Sinto algo no ar. Uma atmosfera de terror paira no ambiente. Meus sentidos estão mais aguçados. Pareço duas vezes mais sensível a sons, sombras, odores e tudo o mais.

'CREC!' Um galho se partindo! De onde veio?

- Quem está aí? - pergunto, e uma sombra passa ao fundo - Quem está aí? - pergunto novamente com a espada em mãos.

Os arbustos a minha frente se movem. Estou preparado para atacar. Então, de repente, algo muito parecido com um dragão sai dos arbustos em minha direção."

- Ah! Que sonho estranho...

A fogueira já está apagada. Com a umidade destas colinas, as fogueiras não aguentam muito tempo sem serem reabastecidas. É melhor juntar minhas coisas e seguir viajem. A cidade de Kadath não deve estar mais do que um dia e meio de distância.

Começo a juntar as coisas quando sinto um cheiro forte e inconfundível no ar:

- Ogros!

Arrumei tudo o mais rápido que pude e fui verificar. Um bando de ogros agora seria um grande problema, pois são muito fortes sozinhos, em bando são muito mais perigosos. Me escondi atrás de uns arbustos para verificar. O cheiro é sufocante. Dou uma espiada entre os galhos. "Ufa! É apenas um." Deve estar caçando e eu não quero virar comida de ogro. Esta criatura brutal tem 3 m de altura e deve pesar uns 170 kg. Sua pele é rígida e coberta por verrugas escuras e nojentas. Ele veste peles mal cheirosas e seus cabelos são longos, desgrenhados e sebosos.



Imagem retirada do Livro dos Monstros 3.5 de D&D


Preciso me livrar logo dele, ogros são criaturas perversas, cruéis e resistentes. Eles comem tudo o que conseguirem matar ou encontrar. Saco minha espada e parto para cima dele com a vantagem do elemento surpresa. Consigo feri-lo mas, como disse antes, eles são muito resistente e para ele não foi mais que um arranhão.

Ele vem para cima de mim com sua clava e, felizmente, consigo desviar de seu ataque. Apesar de muito fortes, são lentos devido ao tamanho e peso. Apesar disso ele me acerta com o outro braço e eu "vôo" alguns metros de distância. Por sorte não foi muito forte, apesar de ter me jogado longe.

Desfiro vários golpes com minha espada. Acerto alguns de raspão, outros são defendidos com a clava. Esta luta está me tomando muito tempo e não quero esperar pelo reforço dele. Devo acabar logo com isso.

Ele vem correndo de encontro a mim com a clava erguida. Eu espero e quando ele desfere o golpe, eu abaixo rapidamente esticando a espada para frete e apoiando o cabo contra o peito para tentar absorver o impacto e não perder, talvez, minha ultima chance de atacar. A espada o atravessa com dificuldade e seu sangue negro escorre pela lâmina. Desvio seu corpo inerte para o lado, para que não caia em cima de mim, e desenterro a espada de sua barriga.

Com ele há algumas moedas de prata e de ouro. Isso veio em boa hora, estava ficando sem dinheiro e preciso economizar para quando chegar a Kadath. Dizem que as estalagens e a comida de lá são muito boas, porém muito caras.

Agora que não há mais problema, por enquanto, preciso seguir viajem antes que o bando o encontre e me vejam por perto.

As Colinas Temperadas

Minha viagem anda muito solitária e sem muitas emoções, mas estou achando bom para minha evolução pessoal.

A cidade parece estar mais longe do que eu imaginava. Já começo a sair das planícies e entrar nas colinas temperadas. Nesse tipo de terreno, os perigos são grandes também devido às espécies de monstros que aqui habitam.

No terreno irregular das colinas, cavalgar não é muito seguro nem para o cavalo nem para o cavaleiro, o risco de um desequilíbrio ou torção devido ao peso é muito alto e não bom arriscar.

Subir e descer estas colinas é extremamente demorado e cansativo, é melhor procurar abrigo, lenha e algo para comer, está escurecendo e pelo jeito vou ter de passar mais uma noite "ao ar livre".

Amarrei Kron, meu cavalo, em uma árvore e parti para fazer algumas armadilhas e procurar um lugar ou algo para fazer meu abrigo.

Achei algumas trilhas com pegadas de alguns animais e improvisei algumas armadilhas com galhos afiados, algumas com laços que se prendem nas patas e me afastei para não espantar os animais.

Andando um pouco vejo um galho caído que já parece bem com uma cabana. Juntei mais alguns galhos para colocar em volta para fechar os lados, joguei algumas folhas secas por cima para proteção maior contra os ventos que aqui, no alto da colina, são congelantes e para forrar por dentro pra me manter longe do solo frio.

Terminando o abrigo, recolhi um pouco de madeira para fazer uma fogueira. Peguei algumas pedras, cavei um buraco com uns 30cm de diâmetro e coloquei as pedras em volta para impedir um incêndio durante a noite. Juntei capim seco e acendi a fogueira. Com a fogueira acesa, fui checar as armadilhas para ver se capturei algo.

A primeira armadilha, foi acionada, mas não peguei nada então, fui verificar a segunda. Dava para ouvir um ruído vindo dela. Era um esquilo. Não é muito, mas assim economizo o pão élfico para emergências.

Coloquei o esquilo no fogo e me sentei perto da fogueira. O fogo realmente é reconfortante e sempre nos anima a seguir em frente. Creio que amanhã chegarei à próxima cidade.

"Desde que comecei a subir as colinas, sinto que estou sendo observado. Deve ser minha imaginação... Preciso dormir..."

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Cão Teleportador

Ao acordar de mais uma noite mal dormida, dou uma olhada para fora do abrigo. A fogueira ainda está em brasas.

- Preciso de mais madeira e palha.

Saí do abrigo para abastecer a fogueira e colocar o resto do javali para assar, já que não poderei levar nada comigo, pois estragaria.

É reconfortante ficar olhando as chamas enquanto queimam a madeira e a palha assando a carne logo acima. O fogo bruxuleante é hipnotizador, da uma sensação de paz interior imensa.

- Acho que já deve estar boa. Vou comer e seguir viajem.

Depois de comer boa parte da carne, deixei o que sobrou por lá mesmo, para alguma criatura que estiver com fome e passar por lá.

Apaguei a fogueira, subi no cavalo e voltei à estrada.

Meio dia se passa. Meu cantil está quase vazio. Preciso achar um riacho para enchê-lo e me refrescar. Os dias andam muito quentes para esta época do ano.

Por sorte encontro um pequeno córrego onde poderei beber um pouco de água e me reabastecer.

Ao longe vejo algo se movendo devagar na minha direção. A criatura parece um enorme canídeo com pelagem marrom-amarelada e orelhas grandes, de aspecto completamente comum. Então, ele desaparece num piscar de olhos e reaparece na margem do córrego. É um Cão Teleportador, muito comuns por estas planícies temperadas.



Imagem retirada do Livro dos Monstros 3.5 de D&D


Ele bebe água calmamente. Tenho sorte por não ser uma criatura agressiva. Há muitos animais agressivos nestas planícies. Não encontrei nenhuma ainda, por enquanto, mas é melhor tomar muito cuidado.

Reabastecido de água e refrescado, preciso seguir viagem para próxima cidade. Ela deve estar a mais alguns quilômetros ao norte das Colinas Temperadas. Preciso comprar outro cantil, para garantir, e de algo mais forte para beber.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Pensamentos...

Meus pensamentos estão a mil. Não sei como pará-los. Preciso de distração. Há muito tempo não tenho de usar minha espada.

Nunca se deve reclamar de sua condição. Você precisa lembrar que pode estar sofrendo uma consequência de algo que tenha feito no passado para alguém e que agora, talvez, nem se lembre. Também pode estar com dificuldades agora e depois ser beneficiado de algum jeito. Nunca se sabe como será o amanhã.

Está anoitecendo e preciso encontrar um bom lugar para fazer um abrigo e acender uma fogueira.

Alguns metros à frente vejo uma formação rochosa onde creio que pode servir como meu abrigo por esta noite. A formação tem um formato perfeito, parece uma toca, pequena mas manterá o ar aquecido durante a noite.

Saí para fazer algumas armadilhas para tentar economizar os pães élficos para uma emergência. Depois fui arrumar um pouco de lenha para a fogueira e fazer uma proteção na entrada do abrigo contra predadores e contra o ar gelado da noite.

Acendi a fogueira e fui verificar as armadilhas para ver se peguei algo. esta noite tive sorte, consegui um belo javali. Ele me dará carne pelo menos até amanhã de manhã, e seus dentes podem me ser úteis. Vou guardá-los.

Depois de algum tempo, a parte da carne que coloquei no fogo ja está boa, o resto vou deixar para ter o que comer de manhã. A carne de javali é uma das melhores que há na região.

Feita a refeição, vou tentar durmir um pouco essa noite. Não ando dormindo bem, desde muito tempo. Preciso de paz.

Meu nome é...



- Desculpem minha distração. Não cheguei a me apresentar.
- Eu sou Arkos e é uma honra tê-los como leitores de minha história. Espero que esteja agradando.
- Continuem acompanhando minha jornada em busca de algo que não se encontra em um lugar certo: Honra, felicidade e virtude.

A Cidade

A cidade de Élix não é uma cidade grande, mas é uma cidade muito agradável. Vou fazer algumas compras e voltar à estrada.

Saindo da estalagem, paguei pelo quarto e fui até o armazém para comprar alguma coisa para levar e comer pelo caminho.
O armazém era pequeno e não tinha muita coisa.

- Olá! Em que posso ajudá-lo? - disse o vendedor.
- Gostaria de comida para levar numa viagem.
- Uma viagem longa?
- Sim. Digamos que não sei quando vou chegar ao meu destino.
- Ahh! Então eu tenho algo aqui que vai lhe ajudar por pelo menos 3 dias caso não consiga o que comer durante esse tempo.
- Aqui está. Estes pães são élficos e não estragam, pode guardá-los pelo tempo que for necessário. Eles tem tudo o que é necessário para sobreviver.
- Muito bom! Levarei alguns deles.

O vendedor embrulhou os pães e os deu a mim.

- São 100 moedas de prata.
- Aqui está! Muito obrigado!
- Não há de que. Volte sempre!

Deixando o armazém fui até o ferreiro para dar um trabalho melhor no fio da minha espada. Deixei mais 50 moedas de prata lá.

Terminando de fazer o que precisava, peguei o cavalo e parti de Élix.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Chegando a Élix

"A estrada é uma terapia. Pegar o cavalo e desaparecer no horizonte. Tem coisas que é sempre melhor não saber, elas podem te desanimar e, dependendo da coisa, te deixar pensando em besteiras. Muito do que a gente é, tem a ver com o que nós fomos. O passado das pessoas é o que as torna o que elas são hoje."

- Eu preciso de ação. Esses pensamentos filosóficos estão torrando meus miolos. Seria muito bom ter uma companhia para conversar.

Depois de um quase meio dia cavalgando sem chegar a lugar algum e sem nada pelo caminho, encontro um riacho onde posso dar de beber ao cavalo e relaxar um pouco.

Há muito tempo não encontro nenhum monstro, ladrão ou qualquer tipo de raça agressiva. Isso é muito estranho. Geralmente teria encontrado vários por essas bandas.

Bom, hora de continuar a viagem. A próxima cidade fica a alguns quilômetros e talvez dê tempo de chegar ao escurecer.

Após o resto do dia cavalgando, finalmente cheguei a cidade de Élix. Hoje dormirei numa estalagem e terei o que comer.

Meus pensamentos estão a mil, apesar de estar bem mais confortável que na floresta, creio que hoje será outra noite mal dormida.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Segundo Dia

O dia amanhece, foi uma lona noite... Não consegui pregar o olho, apenas umas cochiladas mas nada muito longo.

Hora de levantar acampamento e continuar minha jornada em busca da outra parte de mim. Uma parte que deixei para trás sem perceber por motivos egoístas e mesquinhos. Preciso encontrá-la e voltar a ser quem eu era, o título de guerreiro nobre e virtuoso que sempre presei e defendi com todas as forças!

Pode ser que essa busca me leve a lugar nenhum, mas também pode trazer de volta a felicidade para minha vida, por isso continuarei e irei até os confins do mundo para restaurar minha razão de viver!

Pé na estrada. Tenho um longo caminho pela frente...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Primeiro Dia

   A noite está chegando e com ela, a hora de parar para arranjar um lugar para passar a noite.
   Saio a procura de algum lugar para montar um acampamento. A floresta é um ótimo lugar para encontrar e fazer um bom abrigo, mas é um lugar muito hostil, principalmente à noite.
   Alguns galhos e trepadeiras dão uma ótima armação, e folhas secas dão uma ótima cobertura e um excelente isolamento para não perder o calor do corpo, e com o cobertor que trouxe comigo, ficará ainda melhor.
   Depois de fazer meu abrigo, está na hora de juntar madeira para acender uma fogueira para fazer algo para comer e me manter aquecido durante a noite.
   Escurece rápido na floresta e a fogueira já está acesa e cuidei de fazer um perímetro “seguro” com um sistema de alerta contra qualquer predador noturno que se aproxime do acampamento, assim posso acordar para reagir a tempo.
   Depois de comer, estendi a fogueira em frente ao abrigo, para melhor distribuição do calor e para proteger a entrada caso o alarme falhe.
   Esta será uma noite fria e comprida…

A Decisão

   O dia acordou chuvoso. Parece que o céu está triste. Será que ele sente o que eu estou sentindo?
   Tem horas que a gnt tem que fazer uma escolha que pode mudar o rumo da nossa vida para sempre.
   Já é hora de seguir para uma nova aventura, para novos desafios e perigos.
   Peguei algumas coisas para minha viagem como um cantil, uma coberta, um punhal, uma pedra para afiar as lâminas, uma panela pequena, cordas, alguma coisa para comer nos primeiros dias de viagem, um arco longo, algumas flechas e, claro, minha espada.
   Com tudo em mãos, estou pronto para minha jornada sem um destino certo e sem um dia certo para retorar. Selei o cavalo e parti.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Noite sem sono

   Meu peito dói. Uma dor lancinante de causar delírios. Essa dor que me mata e me destroi por dentro está me deixando louco.
   Estou deitado numa cadeira. Está quente. Quente demais. Vejo algo no horizonte, uma pessoa. Ela está correndo, não consigo ver pra onde, parece que não sai do lugar. Tento ir até ela mas não consigo, meu corpo não obedce, estou paralizado.
   Seria uma miragem? Seria imaginação? Seria o calor cozihando meus miolos? Não. Definitivamente estou vendo alguém. É uma mulher, e está vindo em minha direção. Agora posso ver claramente. É Ela! E está vindo me encontrar!
   Ao se aproximar de mim ela senta aos pés da cadeira e me olha, como se estivesse esperando uma reação, mas eu não posso me mexer. Ela espera, e eu nada consigo fazer. Ela está ficando triste, e eu não consigo me mexer. Ela levanta, e uma lagrima escorre em meu rosto. Ela se vai… Em prantos, eu não posso me mecher nem dizer nada, só posso vê-la partir…
   Meu coração é dilacerado e derepente, a fera negra passa, me encara, e corre atrás dela…
   Finalmente eu acordo. Coração na mão. Peito explodindo de dor. Não sei até quando posso aguentar tanto sofrimento… Preciso voltar a dormir…

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O Começo...


   Os dias quentes de verão abafam os pensamentos. Os dias andam mais quentes do que o normal para esta época.
   Deitado em minha cama, ouço passos do lado de fora. Mão na espada, estou pronto para confusão, seja lá quem for.
   “Toc toc toc”.
   - Quem está aí? - Pergunto.
   Ninguém responde.
   Desembainho a espada e vou devagar até a porta. Não vejo sombras, não ouço passos. Um frio corre por minha espinha me deixando temporariamente paralizado. A porta se abre. Não há ninguém. Saio para confirmar, espada em punho, e nada vejo.
   Aliviado, me viro e, na minha frente, uma fera negra de olhos amarelos e dentes enormes. Eu congelo. Ela ruge e então eu acordo assustado. Mais uma vez esse sonho…
   O dia está claro e quente, tão quente que abafam os pensamentos. Os dias adam mais quentes do que o normal para essa época… Dejavu…
   O sofrimento está me matando. Como corrigir o erro? Existem erros que não podem ser corrigidos…