"Sinto algo no ar. Uma atmosfera de terror paira no ambiente. Meus sentidos estão mais aguçados. Pareço duas vezes mais sensível a sons, sombras, odores e tudo o mais.

'CREC!' Um galho se partindo! De onde veio?
- Quem está aí? - pergunto, e uma sombra passa ao fundo - Quem está aí? - pergunto novamente com a espada em mãos.
Os arbustos a minha frente se movem. Estou preparado para atacar. Então, de repente, algo muito parecido com um dragão sai dos arbustos em minha direção."
- Ah! Que sonho estranho...
A fogueira já está apagada. Com a umidade destas colinas, as fogueiras não aguentam muito tempo sem serem reabastecidas. É melhor juntar minhas coisas e seguir viajem. A cidade de Kadath não deve estar mais do que um dia e meio de distância.
Começo a juntar as coisas quando sinto um cheiro forte e inconfundível no ar:
- Ogros!
Arrumei tudo o mais rápido que pude e fui verificar. Um bando de ogros agora seria um grande problema, pois são muito fortes sozinhos, em bando são muito mais perigosos. Me escondi atrás de uns arbustos para verificar. O cheiro é sufocante. Dou uma espiada entre os galhos. "Ufa! É apenas um." Deve estar caçando e eu não quero virar comida de ogro. Esta criatura brutal tem 3 m de altura e deve pesar uns 170 kg. Sua pele é rígida e coberta por verrugas escuras e nojentas. Ele veste peles mal cheirosas e seus cabelos são longos, desgrenhados e sebosos.

Imagem retirada do Livro dos Monstros 3.5 de D&D
Preciso me livrar logo dele, ogros são criaturas perversas, cruéis e resistentes. Eles comem tudo o que conseguirem matar ou encontrar. Saco minha espada e parto para cima dele com a vantagem do elemento surpresa. Consigo feri-lo mas, como disse antes, eles são muito resistente e para ele não foi mais que um arranhão.
Ele vem para cima de mim com sua clava e, felizmente, consigo desviar de seu ataque. Apesar de muito fortes, são lentos devido ao tamanho e peso. Apesar disso ele me acerta com o outro braço e eu "vôo" alguns metros de distância. Por sorte não foi muito forte, apesar de ter me jogado longe.
Desfiro vários golpes com minha espada. Acerto alguns de raspão, outros são defendidos com a clava. Esta luta está me tomando muito tempo e não quero esperar pelo reforço dele. Devo acabar logo com isso.
Ele vem correndo de encontro a mim com a clava erguida. Eu espero e quando ele desfere o golpe, eu abaixo rapidamente esticando a espada para frete e apoiando o cabo contra o peito para tentar absorver o impacto e não perder, talvez, minha ultima chance de atacar. A espada o atravessa com dificuldade e seu sangue negro escorre pela lâmina. Desvio seu corpo inerte para o lado, para que não caia em cima de mim, e desenterro a espada de sua barriga.
Com ele há algumas moedas de prata e de ouro. Isso veio em boa hora, estava ficando sem dinheiro e preciso economizar para quando chegar a Kadath. Dizem que as estalagens e a comida de lá são muito boas, porém muito caras.
Agora que não há mais problema, por enquanto, preciso seguir viajem antes que o bando o encontre e me vejam por perto.
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